O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), comentou, nesta sexta-feira (29), durante evento em Salvador, sobre a decisão dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Sendo contra a decisão, Boulos afirmou que o país norte-americano, na verdade, não tem como objetivo reforçar a segurança no Brasil, destacando que o combate ao crime organizado deve ser feito pelo próprio país.
“Alguém acha de verdade que o Donald Trump e os Estados Unidos estão preocupados com a segurança do povo aqui da periferia da Bahia ou de qualquer periferia do Brasil? Não estão. Como quando foram lá na Venezuela, a preocupação deles não era isso, a preocupação deles era petróleo. Aqui o que querem é minerais críticos, é terras raras. O governo federal vai continuar sendo firme no combate ao crime organizado, defendendo a soberania brasileira. Quem cuida dos assuntos do Brasil é o povo brasileiro e o governo eleito pelo povo brasileiro”, iniciou.
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O ministro também comentou sobre a ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados para conversar com o presidente Donald Trump. Durante sua fala, Boulos questionou se o pré-candidato à presidência também propôs transformar a milícia do Rio de Janeiro em organização terrorista e relembrou um episódio envolvendo a família do miliciano Adriano da Nóbrega dentro do gabinete de Flávio.
“Infelizmente, a gente tem um grupo de lambe-botas, de traidores da pátria, que tem atuado contra o Brasil. É importante dizer isso. E que, aliás, eu me pergunto se o seu Flávio Bolsonaro, que foi lá na Casa Branca, se ele também propôs transformar a milícia do Rio de Janeiro em organização terrorista. Milícia do Rio de Janeiro que tinha lá o chefe do escritório do crime, Adriano da Nóbrega, que foi premiado por ele. Que a mãe e a esposa do chefe da milícia do Rio de Janeiro estavam no gabinete dele. Tem que ter autoridade moral para falar em combater o crime organizado. E essa turma não tem”, finalizou.
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