Bahia tem segundo pior salário do Brasil e renda média surpreende, aponta IBGE

Entre as 27 unidades federativas, a Bahia aparece com o segundo menor rendimento médio do Brasil. Os trabalhadores baianos recebem, em média, R$ 2.284 por mês, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e divulgada na última sexta-feira (20).

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Na comparação entre 2024 e 2025, o estado piorou sua posição no ranking. No levantamento anterior, a Bahia ocupava a terceira menor renda média do país. Em 2025, foi ultrapassada pelo Ceará (R$ 2.394) e caiu para a penúltima colocação nacional, ficando à frente apenas do Maranhão, onde o rendimento médio é de R$ 2.228.

Segundo Mariana Viveiros, supervisora de Disseminação de Informações do IBGE, o valor médio recebido pelos baianos pode ser explicado pela informalidade, que voltou a crescer após dois anos em queda e atingiu um recorde este ano no estado. A cada 10 pessoas que começaram a trabalhar entre 2024 e 2025, oito estavam na informalidade, atuando sem carteira assinada ou registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

Mercado

De acordo com o jornal Correio, no ano passado, na Bahia, o número de pessoas trabalhando cresceu em sete das 10 atividades econômicas, puxadas por informação e comunicação (+89 mil) e administração pública (+85 mil), que tiveram os maiores aumentos absolutos.

O maior crescimento percentual, porém, foi do segmento de outros serviços. Entre 2024 e 2025, a atividade teve um aumento de 21,8% (ou mais 61 mil pessoas), chegando a 341 mil trabalhadores no estado.

Entre os trabalhadores do estado, a maioria é formada por homens (seis em cada 10) na faixa de 40 a 59 anos (quatro em cada 10) e pessoas pardas (cerca de 54%), predominantemente com ensino médio completo (quatro em cada 10).

O nível de escolaridade é um dos fatores principais para justificar a precariedade de grande parte dos cargos exercidos pelos baianos. “A gente tem esse mercado de trabalho que ainda precisa de mais robustez, de mais solidez.

Embora a gente tenha resultados dos setores econômicos positivos, inclusive da indústria, a gente vê, por exemplo, um saldo negativo de trabalhadores na indústria que exige uma mão de obra mais qualificada e que tem um emprego de melhor qualidade normalmente”, diz Mariana Viveiros.

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