A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) divulgou uma carta aberta aos candidatos à Presidência da República cobrando a atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI).
A entidade, que reúne cerca de 2.700 associações comerciais, argumenta que os valores estão sem correção pela inflação desde 2018 e defende que o setor receba tratamento semelhante ao concedido pelo governo Lula ao Bolsa Família, reajustado em 15% na última semana.
A CACB propõe elevar o teto anual do MEI de R$ 81 mil para R$ 144,9 mil. Para as microempresas, o limite passaria de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil, enquanto o teto das empresas de pequeno porte subiria de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões.
Confira os principais destaques do dia!
Segundo a entidade, a medida poderia gerar mais de 869 mil empregos e movimentar R$ 81,2 bilhões na economia. Até as 15h30 desta terça-feira (22), 1.407 representantes de associações comerciais haviam assinado o documento.
A confederação também defende a criação de um mecanismo permanente de correção dos limites. O governo federal já enviou ao Congresso um projeto que prevê elevar o teto do MEI para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
Na carta, a CACB ainda pede atenção às micro e pequenas empresas durante a implementação da reforma tributária, prevista para começar em 2027.










