O cantor Genàrd Melo usou as redes na última semana para denunciar que não recebeu o pagamento referente a suas apresentações nas comemorações de São João da Bahia em diversas cidades, que foram promovidas pelo Governo do Estado.
De acordo com ele, a gestão baiana deve R$200 mil referentes a seis shows feitos em Salvador e interior do estado. A apresentação mais recente, cobrada pelo músico, aconteceu no ano passado, no Pelourinho. No entanto, até o momento, os cachês referentes aos anos de 2018 e 2019 também não foram pagos.
Genàrd contou, inclusive, que os impactos financeiros quase o fizeram desistir de seguir com o sonho de viver na música. Isso porque, ele precisou pedir um empréstimo para arcar com os gastos dos shows que seriam pagos pela Sufotur, arcou com viagens e a contratação de músicos para sua banda, e ficou no prejuízo já que o pagamento ainda não foi feito.
“Nós, que vivemos de música, passamos por dificuldades se não formos pagos. No meu caso, que sou formado em gastronomia, comecei a vender comida no Ifood para sobreviver”, contou. “Nós acreditamos que é possível prosperar com a música, mas situações como essas são horríveis. Eu peguei um empréstimo, fiquei com uma dívida de R$ 50 mil e entrei em depressão. Hoje, estou recebendo relatos de pessoas na mesma situação”, lamentou.
Sobre as apresentações de 2018 e 2019, o cantor informou que teve uma reunião com a antiga Bahiatursa no ano de 2021 para um acordo. “Eles se comprometeram a pagar os shows feitos antes da pandemia, mas isso até hoje não aconteceu”, disse. De acordo com ele, o então superintendente Diogo Medrado, que deixou a Superintendência de Fomento ao Turismo em agosto do ano passado, solicitou o levantamento da dívida.
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Segundo ele, em conversa com o Noticiário Baiano, em 2024, o pagamento foi reivindicado em diálogo com o órgão, mas o cantor só recebeu o valor referente ao ano anterior, 2023.
Ele contou também que a decisão de expor o caso se deu por não ter se apresentado nas festas populares da cidade neste ano. “como eu ja nao fiz nem carnaval e nem sao joao deste ano como artista solo entao resolvi trazer a publico”, disse.
Agora, a gestão da Sufotur é responsabilidade de Gustavo Stelitano Lira Gonçalves, que era assistente especial do Quadro Especial da Casa Civil, lotado no gabinete do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Stelitano está ocupando o lugar de Ângela Fucs, que estava como superintendente desde a saída de Medrado.
Outros artistas, que também tocaram nas festas de São João do estado, aproveitaram o post para denunciar a dívida do governo sobre os shows. Que é o caso do forrozeiro Valney José, da região do Vale do Jiquiriçá, que foi contratado para cantar no principal palco dos festejos de Salvador, no ano passado, mas também levou calote. Ele, que deveria receber R$ 8 mil pelo show, também fez dívida com investimentos para a apresentação.
A Sufotur foi procurada pela equipe do Noticiário Baiano, mas até o momento da publicação desta matéria, não houve retorno.






