Acusado de “participação na empreitada criminosa e de maneira dolosa” no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado, o pastor Silas Malafaia foi alvo de buscas e apreensão por agentes da Polícia Federal na noite desta quarta-feira (20).
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Malafaia foi interceptado por agentes da PF no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. O pastor teve seus aparelhos apreendidos, está proibido de deixar o país e de manter contato com outros investigados.
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O relatório apontou que as conversas entre Malafaia, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o filho, o deputado federal licenciado, Eduardo Bolsonaro, foram apagadas, segundo a PF.
Jair e Eduardo Bolsonaro
Na mesma decisão, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e o filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também foram indiciados por coação no processo que também investiga a tentativa de golpe de Estado. Segundo a PF, pai e filho são acusados de “tentar submeter o STF ao crivo de outro Estado estrangeiro, por meios hostis derivados de negociações espúrias e criminosas, com patente obstrução à Justiça”.
A denúncia também aponta que o ex-presidente Bolsonaro chegou a discutir asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei. Segundo a PF, Bolsonaro planejou sair do país com o objetivo de impedir a aplicação da lei penal brasileira. O documento foi anexado no relatório divulgado.






