Advogada denuncia racismo ao alegar ter sido impedida de sair do Atakadão Atakarejo por suspeita de furto: “Fiquei desnorteada”

A advogada Gabriela Sena relata ter sido seguida pelos corredores do Atakadão Atakarejo, da Boca do Rio, em Salvador, e impedida de sair do estabelecimento por um fiscal de prevenção e um segurança armado, que teriam arrancado suas compras do carrinho e atiradas no chão sob suspeita infundada de furto. O caso ocorreu no dia 6 de setembro.

Conforme versão da vítima, foi necessário permanecer por mais de duas horas no estabelecimento sem suporte da gerência ou de algum encarregado, sob a justificativa de que estavam em horário de almoço.

A advogada, na última semana, concedeu entrevista ao portal Farol da Bahia e comentou sobre a situação vivenciada. Gabriela destaca que ficou “desnorteada” com o caso e que só foi perceber do que se tratava por conta da sua mãe, que estava ao seu lado.

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“Eu estava tremendo muito. Tremia, tremia, tremia e chorava. Só que eu não conseguia mais fazer nada. Eu só queria que resolvesse, mas eu não sabia de que forma teria que ser resolvida. Eu estava tão desnorteada que eu nem percebi que eu estava sofrendo racismo. Depois veio um estralo que minha tia falou para mim, eu falei: ‘meu Deus’.

Após o ocorrido, Gabriela foi ao Decrim (Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa da Polícia Civil da Bahia) fazer o registro da ocorrência. Em contato com a equipe do NB, a advogada afirma que, até o momento, não houve uma atualização sobre o caso. Ela também destacou que a rede de supermercado não a procurou.

O Noticiário Baiano entrou em contato com a assessoria do Atakadão Atakarejo buscando esclarecimentos, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

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