O mundo está cheio de adultos perdendo tempo sendo infantis da maneira errada. Sim, porque é natural termos comportamentos infantis, já que a mente é atemporal.
Se engana quem pensa que adulteceu, parou a brincadeira. Elas não param, se renovam. Adulto brinca batendo papo com o copinho de cerveja na mão, assistindo a alguma coisa acompanhado e até transando. O sexo pode ser a diversão principal do adulto.
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Mas tem aquele cunho mais leve, infantil mesmo, que, se você der o espaço certo para ele, consequentemente menos imaturo e amargurado você ficará.
Brincar, estar próximo de crianças, ouvi-las verdadeiramente, topar uma travessura dá uma sensação tão gostosinha.
E talvez seja justamente aí que mora o segredo: é preciso dar à nossa criança interna o lugar certo.
Porque, quando essa criança é acolhida, ela não precisa gritar. Ela não precisa aparecer em forma de birra, de silêncio carregado, de ironia ou de ataques que machucam quem está por perto. Ela se expressa no riso fácil, na curiosidade, na leveza de quem não precisa, o tempo inteiro, se defender.
Não há problema algum um adulto ser infantil de vez em quando. Mas, quando a infantilidade vira desculpa para não se responsabilizar pelos próprios atos, aí sim vira bagunça.
Existe uma diferença grande entre ser leve e ser irresponsável. A criança saudável dentro de você brinca. A criança ferida dentro de você, machuca.
E amadurecer talvez seja exatamente isso: aprender a reconhecer quem está no comando em cada momento.
Então sim, se permita ser bobo às vezes. Rir alto, inventar coisas sem sentido, entrar no universo das crianças, olhar o mundo com mais curiosidade do que julgamento. Isso nutre, acalma e humaniza.
Ps.: O sexo (consensual) pode ser a diversão principal do adulto. Acrescentaria pq existem pessoas q se divertem tb c estupros e etc – aqui é so minha cabeça q pensa demais em tudo e me veio isso.





