O Hotel COP30, em Belém, ainda não fechou nenhuma reserva para o evento que acontecerá em novembro. Isso porque os proprietários pretendem alugar o edifício inteiro para alguma delegação internacional, no entanto, os valores não tem agradado tanto assim. A pouco mais de dois meses da conferência anual da ONU sobre a mudança climática, o custo elevado das hospedagens preocupa a organização de um evento que receberá cerca de 50 mil pessoas durante 12 dias na cidade.
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A COP30 foi idealizada em Belém pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para dar visibilidade à maior floresta tropical do planeta, fundamental contra o aquecimento global.
Distante do que é romântico para Lula, a capital do Pará se deparou primeiro com o problema de acomodação e depois com uma disparada dos valores.
Para aliviar, o país agendou a cúpula de chefes e Estado para 6 e 7 de novembro, antes da conferência prevista entre os dias 10 e 21. mas não teve efeito.
Diversos países propuseram uma mudança de sede no mês de julho. A ONU solicitou que o Brasil subsidiasse os aluguéis para as delegações. O governo se recusou.
De acordo com o Jornal O Globo, o local era chamado de ‘Hotel Nota 10’, mas após o anúncio de que a capital sediaria a conferência, o nome foi alterado. Com a alteração, o estabelecimento passou a cobrar cerca de 80 vezes a mais pela diária, que custava R$70 e passou a ser R$ 5.670.
O Hotel COP30 oferece vagas para 40 hóspedes. Anteriormente no local funcionava um motel, até que no ano de 2024 novos proprietários reformaram e trocaram o nome.
“É um evento de uma magnitude que Belém nunca esperou e os valores acabaram ficando desordenados, cada um colocou seus valores e alguns fora da realidade”, reconhece o gerente Alcides Moura.





