O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, foi agredido verbalmente dentro de um avião que seguia viagem de São Luís rumo a Brasília, nesta segunda-feira (1). A Polícia Federal indiciou a mulher, que vai responder por injúria qualificada e incitação ao crime
De acordo com o portal O Globo, a moça foi para cima de Dino e tentou agredi-lo. Porém, foi contida pelo segurança do ministro. Ela gritou que “não respeita esse tipo de gente” e que “este avião está contaminado”, e continuou questionando, “onde o comunismo deu certo?”. Dino, que já foi governador do Maranhão pelo Partido Comunista do Brasil, estava sentado e trabalhando, de cabeça baixa, e ficou calado.
Segundo a assessoria do ministro, a passageira gritava frases como “o Dino está aqui”, apontando para o ministro, “em clara tentativa de incitar uma espécie de rebelião a bordo”.
A mulher foi advertida pela aeromoça-chefe para parar. Na sequência, um agente da PF entrou no avião, da Latam, e conversou discreta e educadamente com o ministro. E informou ao segurança de Dino que comunicaria o ocorrido à superintendência da corporação em Brasília.
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O policial então foi até a mulher que o abordou e perguntou seu nome. Uma passageira que presenciou a cena relatou à coluna que o policial comentou que “vivemos num país democrático, mas certos comentários devem ser evitados para que os ânimos não ficassem inflamados”.
Ele então citou o direito internacional e disse que qualquer manifestação durante o voo seria relatado à polícia em Brasília, destino do voo.
Depois que o avião pousou, a mulher foi levada por agentes da PF para prestar depoimento. Antes de deixar o avião, ela pediu que outros passageiros testemunhassem a seu favor, se ela precisasse. “Cadê o celular de vocês, gente, para ter filmado essa palhaçada aqui, para pegar uma mulher? Parece que vieram pegar o Bolsonaro aqui dentro”, finalizou.
O entrevero ocorreu um dia antes de Dino participar do julgamento de Jair Bolsonaro e mais sete aliados no STF. Ele é um dos cinco integrantes da Primeira Turma do Supremo, ao lado de Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux.





