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Saúde

Especialista em Reprodução Humana, Agnaldo Viana alerta para fatores masculinos em casos de infertilidade

Por Edson Júnior•
Especialista em Reprodução Humana, Agnaldo Viana alerta para fatores masculinos em casos de infertilidade
Foto: Divulgação
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A infertilidade não é uma questão exclusivamente feminina. Fatores masculinos estão envolvidos em aproximadamente 30% dos casos isoladamente e aparecem associados a fatores femininos em outros 20%. Segundo o especialista em Reprodução Humana e médico do IVI Salvador, Agnaldo Viana, o problema pode estar relacionado a hábitos de vida, exposição a substâncias químicas e doenças que nem sempre são diagnosticadas precocemente.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada seis pessoas enfrenta problemas de infertilidade ao longo da vida. Entre os fatores que podem comprometer a capacidade reprodutiva dos homens estão tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso de drogas, obesidade e alimentação desequilibrada.

O uso de testosterona e anabolizantes sem acompanhamento médico também representa um risco. Essas substâncias podem interferir na produção natural de hormônios pelos testículos e reduzir a quantidade de espermatozoides, podendo provocar até mesmo a ausência dessas células no sêmen. A exposição a pesticidas, metais pesados e solventes industriais também merece atenção.

Outro problema associado à infertilidade é a varicocele, caracterizada pela dilatação das veias que drenam o sangue dos testículos. A condição pode prejudicar a qualidade do sêmen e, em alguns casos, provocar dor ou sensação de peso na região. O diagnóstico depende de avaliação médica e nem todos os pacientes precisam de tratamento.

Agnaldo Viana também chama atenção para as barreiras culturais que dificultam a procura por atendimento. A associação entre fertilidade e masculinidade faz com que alguns homens evitem investigar possíveis problemas reprodutivos. O especialista ressalta que ter desejo sexual, ereção e ejaculação normais não significa necessariamente que a produção de espermatozoides esteja adequada. A recomendação é investigar o casal quando a gravidez não acontece após 12 meses de tentativas sem contraceptivos, podendo antecipar a avaliação diante de fatores de risco.