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“Grupo derrotado tem que fiscalizar, cobrar, mas não torcer contra”, diz Jerônimo Rodrigues após eleições

Por Diego Vieira•
“Grupo derrotado tem que fiscalizar, cobrar, mas não torcer contra”, diz Jerônimo Rodrigues após eleições
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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu o respeito ao resultado das urnas e pediu que as divergências políticas não se transformem em obstáculos para o desenvolvimento do país. Em entrevista à rádio Piatã FM, na manhã desta terça-feira (27), o petista afirmou que o grupo derrotado nas eleições deve exercer seu papel de oposição, mas sem torcer contra o governo eleito ou os interesses da população.

“A eleição não pode separar um país. Ela divide naquele momento de concepção, ela divide ali o que é que um acredita e o outro. Mas depois a nação continua. O conceito de nação não pode ser atendido apenas a um momento ou a um desejo de um grupo”, afirmou.

A declaração ocorre dois dias após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), que terminou com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).

O governador também ressaltou que, encerrada a disputa eleitoral, cabe aos vencedores cumprir os compromissos assumidos durante a campanha, enquanto os derrotados devem reconhecer seu papel de fiscalização e cobrança.

“Ora, as eleições passaram. O grupo vitorioso, ele vai cuidar de cumprir aquilo que prometeu. O grupo que foi derrotado tem que compreender o seu lugar de fiscalizar, cobrar, mas não torcer contra”, declarou.

Na avaliação de Jerônimo Rodrigues, existe uma diferença entre fazer oposição a um candidato e adotar uma postura contrária aos interesses coletivos. O governador argumentou que as disputas políticas não devem prejudicar projetos importantes para municípios ou para o país.

“Porque, afinal de contas, quando se torce contra um candidato é uma coisa, mas torcer contra a nação, um município, um projeto importante…”, acrescentou.