“Grupo derrotado tem que fiscalizar, cobrar, mas não torcer contra”, diz Jerônimo Rodrigues após eleições

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu o respeito ao resultado das urnas e pediu que as divergências políticas não se transformem em obstáculos para o desenvolvimento do país. Em entrevista à rádio Piatã FM, na manhã desta terça-feira (27), o petista afirmou que o grupo derrotado nas eleições deve exercer seu papel de oposição, mas sem torcer contra o governo eleito ou os interesses da população.
“A eleição não pode separar um país. Ela divide naquele momento de concepção, ela divide ali o que é que um acredita e o outro. Mas depois a nação continua. O conceito de nação não pode ser atendido apenas a um momento ou a um desejo de um grupo”, afirmou.
A declaração ocorre dois dias após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), que terminou com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).
O governador também ressaltou que, encerrada a disputa eleitoral, cabe aos vencedores cumprir os compromissos assumidos durante a campanha, enquanto os derrotados devem reconhecer seu papel de fiscalização e cobrança.
“Ora, as eleições passaram. O grupo vitorioso, ele vai cuidar de cumprir aquilo que prometeu. O grupo que foi derrotado tem que compreender o seu lugar de fiscalizar, cobrar, mas não torcer contra”, declarou.
Na avaliação de Jerônimo Rodrigues, existe uma diferença entre fazer oposição a um candidato e adotar uma postura contrária aos interesses coletivos. O governador argumentou que as disputas políticas não devem prejudicar projetos importantes para municípios ou para o país.
“Porque, afinal de contas, quando se torce contra um candidato é uma coisa, mas torcer contra a nação, um município, um projeto importante…”, acrescentou.



