Pular para o conteúdo
Noticiário Baiano - Jornalismo com independência e Credibilidade
Canal do Zap
DESTACÃO

Após protestos da sociedade, CCJ do Senado rejeita PEC da Blindagem por unanimidade

Por Redação Noticiário Baiano•
Após protestos da sociedade, CCJ do Senado rejeita PEC da Blindagem por unanimidade
Divulgação // Geraldo Magela // Ag. Senado
WhatsAppFacebookInscreva-seEntrar no Canal do WhatsApp
Ouvir notíciaPronto para ouvir
00:00 / --:--
00:00--:--

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou, por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3, de 2021, conhecida como PEC da Blindagem, que buscava um escudo constitucional para proteger parlamentares de processos criminais. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou relatório no qual declara a proposta “inconstitucional” e recomendou sua rejeição.

Confira mais notícias da editoria de Política!

O voto do relator foi seguido pelos senadores da comissão: foram 26 votos a zero.

“Não podemos confundir prerrogativas com proteção àquele que comete crimes. A sociedade brasileira grita em sentido diametralmente oposto, ou seja, ela almeja o fim da impunidade, como as amplas manifestações públicas sinalizaram no último domingo”, diz o relatório.

Haverá mais uma votação no plenário e a expectativa é de mais uma unanimidade contra a proposta, informa o Metrópoles.

“Votamos pela inconstitucionalidade, injuridicidade e rejeição da Proposta de Emenda à Constituição (…). Confio que o plenário desta Comissão rejeitará a PEC da Blindagem, virando uma página triste do nosso Legislativo e homenageando a nítida vontade popular, que clama por mais justiça”, escreveu o relator.

Inscreva-se em nosso canal do Youtube!

O presidente da CCJ, o senador baiano Otto Alencar (PSD-BA), declarou após a votação que fez um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para também votar a rejeição da PEC no plenário. Por ter sido uma decisão unânime, a regra interna estabelecia que não caberia recurso sobre a votação e nem que o tema fosse levado ao plenário.