Governo confirma venda de parte da Bahiagás, mas nega privatização da distribuidora

O Governo da Bahia negou que esteja promovendo a privatização da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) após a publicação de um decreto que autoriza a venda de parte das ações da empresa. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado na terça-feira (6) e prevê a alienação de uma participação acionária minoritária. Segundo informações o Estado afirma que a operação não representa a perda do controle da companhia.
“A eventual alienação corresponde exclusivamente à participação adquirida pelo Estado da Petrobras Gás S.A. – Gaspetro, em 2022, equivalente a 24,5% das ações ordinárias e 50% das ações preferenciais. Com a operação, o Estado retornará à posição acionária anterior à aquisição da Gaspetro, sem abrir mão do controle da Bahiagás”, diz o comunicado enviado pela gestão estadual ao Bnews.
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A gestão estadual também informou que a administração pública continuará com 51% das ações ordinárias da Bahiagás e a medida tem como objetivo atrair investimentos privados para a modernização e ampliação da infraestrutura de distribuição de gás canalizado, já que A participação colocada à venda corresponde aos papéis adquiridos da Gaspetro, em 2022. Antes da operação, uma avaliação econômico-financeira independente deverá estabelecer uma referência para o preço mínimo das ações.
A iniciativa foi criticada pelo Sindicato dos Químicos da Bahia (Sindiquímica), a entidade questiona a redução da participação pública na companhia e afirma que a medida pode resultar na transferência de parte dos lucros e dividendos da Bahiagás para a iniciativa privada. O sindicato também cobra informações sobre estudos relacionados a uma possível desestatização da empresa.



