Um acidente que aconteceu na terça-feira (22), depois de duas embarcações colidirem no trecho de Cacha Pregos, na ilha de Itaparica, quando a embarcação estava fazendo a travessia de volta para a capital baiana, resultou em cerca de 100 pessoas à deriva em alto mar. Entre elas, estava um casal que viajou para Morro de São Paulo para celebrar a lua de mel.
O ocorrido envolveu o catamarã batizado de Morro de São Paulo e a embarcação pesqueira Lomier. O resgate contou com o auxílio de duas lanchas de passeio, um outro catamarã e rebocadores – um tipo de embarcação utilizada para ajudar embarcações maiores em manobras de atracação.
De acordo com a Marinha, ao todo foram resgatadas 102 pessoas, 96 passageiros e quatro tripulantes do catamarã, além de dois tripulantes da embarcação pesqueira. A ocorrência não houve registros de feridos, e as causas ainda são investigadas pela Capitania dos portos.
O consultor de vendas Lucas Rabello contou, ao g1, que ele e a esposa, Thais Frederico, saíram do Espírito Santo e chegaram a Morro de São Paulo na última quinta-feira (17). Foi a primeira vez do casal no destino turístico.
“Pegou na parte traseira do catamarã, do lado direito. A galera que estava atrás começou a ficar desesperada e a pegar coletes salva-vidas. A tripulação pediu para que as pessoas fossem para o fundo do barco e para a proa, mas lá atrás, ele começou a afundar. Foi desesperador”, disse Lucas.
O rapaz destacou que eles enfrentaram momentos de pânico quando a embarcação ficou à deriva ao fazer a travessia de retorno durante a tarde. A viagem teve início por volta das 11h30 e, depois de aproximadamente uma hora no percurso, o catamarã colidiu com o barco de pescadores. Lucas e Thais, que dormiam, acordaram assustados com o barulho.
O turista capixaba disse que tomou a decisão de ir para a proa do catamarã, onde esperou por mais de duas horas pelo resgate. Lucas disse também que os passageiros que estavam na parte de trás da embarcação tiveram que pular na água, mas todos usavam colete salva-vidas.
Já ele e os demais ficaram na proa e não precisaram entrar no mar. O consultor de vendas ainda afirmou que, como estava com celular e tinha sinal da operadora, conseguiu pedir socorro em uma rede social e ligou para o número de emergência da Polícia Militar.
“Eu não fazia ideia de para quem ligar e liguei para o primeiro número que veio na minha mente. Fiquei de 15 a 20 minutos com eles na ligação. Só depois disso o capitão da embarcação pegou o rádio e comunicou que a embarcação estava afundando. Depois chegou helicóptero da polícia e, antes da Marinha, alguns civis resgataram a gente em lanchas”, contou.
Segundo o rapaz, tinha apenas três botes disponíveis na embarcação e, por este motivo, nem todos conseguiram subir e algumas pessoas precisaram aguardar pelo resgate dentro da água. Ele disse que os passageiros não foram orientados pela tripulação sobre o uso do colete salva vidas e viu alguns entrarem em pânico até a chegada do resgate.






