A secretária de Saúde do Estado, Roberta Santana, subiu o tom contra o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), durante a plenária da saúde realizada no comitê central da campanha de Jerônimo Rodrigues na noite desta segunda-feira (21).
Ao lado de Mozart Sales, do Ministério da Saúde, e de representantes da rede privada e filantrópica, Roberta afirmou que o candidato, ao apresentar o PIX Saúde, “só pode estar mal-informado ou ser mal-intencionado”. “Nesse caso, ele é as duas coisas”, disse.
A primeira cobrança foi dirigida ao passado do ex-prefeito. “A primeira pergunta é: por que não fez para Salvador? É isso que a gente está falando na mesa”, afirmou. Para a secretária, quem governou a capital por oito anos e agora traz propostas para o Estado precisa explicar por que não aplicou a mesma receita quando teve a oportunidade.
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O segundo ponto abordado por Roberta foi um suposto desconhecimento: “Hoje são mais de 3.700 leitos contratualizados na rede privada e filantrópica na Bahia. E é isso que o opositor diz que vai resolver a regulação. Se fosse isso, nossos desafios já teriam sido vencidos. Porque não faltou recurso”, afirmou, destacando que o governador Jerônimo Rodrigues priorizou R$ 45 bilhões em investimento e custeio para manter a saúde nos últimos três anos.
O terceiro erro apontado pela secretária foi o argumento central do PIX Saúde, com a alegação de que o Estado não consegue contratar a rede privada porque a tabela do SUS não permite. “É equivocado de novo. A Bahia tem uma tabela diferenciada, e o governo federal, do presidente Lula, colocou crédito financeiro. Hoje tem 20 vezes a tabela SUS para garantir o atendimento à população”, explicou. E encerrou com um recado direto ao adversário: “Se ele não sabe, fique sabendo”.










