A Professora Delliana, candidata ao Senado pelo PSOL, falou sobre o julgamento pela aparência durante entrevista ao programa Piatã Notícias, da Piatã FM, nesta quinta-feira (17). Ela respondeu questionamentos sobre o perfil que costuma encontrar no Congresso Nacional e questionou a ideia de que uma mulher com cabelo colorido, tatuagens e estilo diferente não poderia ocupar uma cadeira no Senado.
Questionada pelo apresentador Rafael Albuquerque sobre como uma mulher com esse perfil seria recebida no Congresso, Delliana citou o próprio estilo e rebateu possíveis julgamentos pela aparência. “Essa mulher aí com piercing vai ser senadora? Por que não?”, questionou a candidata.
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Delliana defendeu que características estéticas não devem ser usadas para medir a capacidade de uma pessoa. “Eu acredito que o piercing e tatuagem não medem competência”, declarou. Ela também destacou sua identidade como mulher negra e disse que não pretende mudar sua aparência para ocupar um espaço na política.
Ao falar sobre sua atuação como professora, a candidata contou que costuma ouvir dos alunos a expressão “meu governador vai me passar” quando eles não conseguem alcançar determinado resultado. Segundo ela, a resposta é mostrar que é preciso reconhecer quando não houve dedicação suficiente. Para Delliana, o trabalho de um senador deve estar ligado à elaboração de projetos e à fiscalização. “Eu vou chegar lá do jeito que eu sou, com a minha verdade”, concluiu.











