Os reajustes elevados, negativas recorrentes de cobertura e cancelamentos unilaterais têm sido motivo de muita insatisfação com o Bradesco Saúde.
O caso da paciente Rosemary Brito, que mantinha os pagamentos do plano em dia e foi surpreendida ao ter seu atendimento médico interrompido devido à falta de repasse financeiro da operadora ao Hospital da Obesidade, unidade localizada em Camaçari, ganhou um novo capítulo.
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A situação foi tema de comentário do jornalista Rafael Albuquerque, no programa PNotícias, da Piatã FM, na manhã desta segunda-feira (29).
A interrupção de tratamentos como o de Rosemary compromete diretamente a saúde do paciente. A demora na resolução desses casos pode agravar quadros clínicos e até levar a risco de morte.
“Além dela, outros 56 pacientes também estão nessa situação. O Bradesco Saúde virou um açougue, uma máquina de moer gente, porque o povo paga mil, dois mil reais no plano de saúde e quando vai usar essa miséria desse plano, não presta o serviço que deveria”, destacou o comunicador.
Para a advogada Sabrina Batista Freire, sócia do BSF Advogados, a judicialização reflete dificuldades cada vez maiores para garantir direitos básicos dos consumidores.
“Muitas vezes o paciente só consegue acesso ao tratamento após uma decisão judicial. Isso demonstra uma dificuldade crescente na efetivação de direitos que deveriam ser garantidos administrativamente”, afirma.
Para piorar a situação, o Bradesco Saúde tem usado como estratégia não responder aos questionamentos da imprensa, seja pela assessoria própria, seja através da Aproach, uma agência prestadora de serviços. Desta forma, acabam por silenciar milhares de pacientes que buscam a imprensa para denunciar os abusos do plano.





