Durante agenda oficial em Juazeiro, no norte da Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (17), uma série de medidas econômicas voltadas à inclusão social e ao estímulo da economia nacional. Entre os destaques está a proposta de criação do Pix parcelado, iniciativa que, segundo ele, irá transformar a lógica dos pagamentos no Brasil e reduzir a dependência do cartão de crédito.
A visita ao estado integrou a cerimônia de entregas da área da Saúde dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), e reuniu diversas autoridades, como o governador Jerônimo Rodrigues, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Em seu discurso, Lula criticou o desconforto demonstrado pelo governo dos Estados Unidos com o sucesso do Pix, insinuando que o avanço do sistema de pagamentos brasileiro incomoda interesses estrangeiros. “Por que ele está incomodado com o Pix? Porque o Pix vai acabar com o cartão de crédito nesse país. É por isso que ele está incomodado”, afirmou o presidente, em referência ao ex-presidente americano Donald Trump.
Lula também defendeu a soberania brasileira na condução de políticas públicas e ressaltou a independência do país frente a pressões internacionais. “A gente vai criar o Pix parcelado. E é uma coisa do Brasil. […] Agora, é preciso que o presidente dos Estados Unidos saiba que ele não é o imperador do mundo”, declarou, em tom enfático.
Isenção do IR, conta de luz gratuita e gás para famílias vulneráveis
Além do Pix parcelado, Lula detalhou outras iniciativas que já estão em vigor ou em fase de aprovação. Entre elas, a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, a gratuidade da conta de luz para famílias com consumo mensal de até 80 kWh e a distribuição gratuita de botijões de gás para a população de baixa renda.
“Nós vamos aprovar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais nesse país. Já aprovamos que quem consome até 80 kWh de energia não paga mais a conta. Para quem consome entre 80 e 120 kWh, pagando até um salário mínimo e meio per capita, só paga a diferença”, explicou.
Segundo o presidente, o objetivo é garantir dignidade para cerca de 17 milhões de famílias. “Não é possível a Petrobras vender um botijão de gás a 37 reais e ele chegar a 130, 140, 150 reais para vocês. Quem ganha um salário mínimo não pode pagar isso”, alertou.
Geração de emprego como caminho para independência social
Lula reforçou o compromisso do governo com a criação de empregos formais e o fortalecimento da renda como alternativas à dependência de programas sociais, como o Bolsa Família. Para ele, a autonomia financeira da população é um dos principais pilares para a reconstrução do país.
“Queremos gerar mais emprego, mais renda, mais consumo. Um país em que as pessoas não precisem viver do Bolsa Família porque vão ganhar o suficiente para sobreviver com seu trabalho, com seu salário, com sua educação”, pontuou.
A cerimônia em Juazeiro teve forte presença popular e reforçou o tom propositivo do governo federal na retomada de políticas públicas com foco na inclusão social e no crescimento econômico regional. Com os anúncios, o Planalto sinaliza uma guinada na agenda econômica popular, em meio a desafios externos e internos.






