O vereador de Santo Antônio de Jesus, Uberdan Cardoso (PT), criticou o modelo de “privatização” do São João da cidade, durante sessão realizada na Câmara Municipal da cidade, nesta segunda-feira (8).
Durante sua fala, o parlamentar contestou a publicação de uma funcionária da prefeitura que destacou que o festejo é um “patrimônio do povo”, e se mostrou contrário à montagem de um camarote em frente ao palco do evento, que está sendo comercializado por R$ 500.
“A secretária usa rede social pra falar que o São João é um ‘patrimônio do povo’. É um “patrimônio do povo um São João onde se paga quinhentos reais de um camarote front prime na frente do palco? É quinhentos reais que se paga pra um conjunto de pessoas que podem ficar por 30 metros na frente do palco, e o povo que se dane. E vem me dizer que São João é do povo? Isso é inaceitável. Privatizaram o São João. Esse dinheiro tem que ser devolvido a quem comprou porque não tem que ter camarote na frente do palco. Não podemos aceitar isso”, opinou.
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Em entrevista ao Noticiário Baiano, Uderban contestou a postura da prefeitura e pontuou que o São João da cidade “está entregue” a empresários.
“Isso é um absurdo, privatizaram a festa. A festa veio parar nas mãos de empresários que, pela prefeitura não ter uma gestão com espírito público, eles se aproveitam disso e acabam terceirizando a festa, ocupando o espaço público como se fosse um patrimônio particular”, avaliou.
Uberdan também afirmou que a prefeitura do município, sob gestão de Genival Deolino (PSDB), realizará um São João marcado por irregularidades e por “indícios de falcatruas”, destacando que “todo mundo perde neste contexto”.
“A cidade perde a sua dimensão de atrativo da festa, a população perde porque quando você desagrega a imagem positiva da festa, você acaba trazendo prejuízo para todo mundo”, disse.
Por fim, o vereador sugeriu que o modelo para a realização do evento deveria consistir numa parceria entre Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas e Amargosa para impulsionar os festejos do São João na região:
“Eu já sugeria um consórcio entre Santo Antônio, Cruz das Almas e Amargosa. Essas cidades estão em um entorno de 50 quilômetros. A logística facilita, porque são três cidades polo de São João no Recôncavo, as três maiores, e que se eles fizessem um consórcio, eles otimizariam o preço de estruturas e bandas. É uma ideia”.
A reportagem procurou a prefeitura e o prefeito, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.
Confira o vídeo abaixo:






