Mais um caso de violência contra animais no Brasil. E, dessa vez, não só temos o rosto do assassino, como o deboche: “Se eu pudesse, faria de novo”, ele disse, enquanto era conduzido pela polícia. Todos os meus oito anos de estudo vão para o lixo com coisas assim.
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Eu não quero saber da atividade reduzida do cérebro de um psicopata, nem que suas amígdalas e o córtex pré-frontal, juntos, não conseguem dar conta do controle de seus impulsos. Eu quero que essas pessoas sejam severamente punidas. Eu quero mais políticas públicas de defesa para os animais, crianças, idosos, para todos nós.
Meu pai, músico, tem uma música cujo refrão é “A humanidade já pirou”, e eu cresci com essa fala ecoando na minha cabeça. Eu sempre soube, antes de estudar Idade Média e o escambau, que a gente não bate bem. Que a gente pode ser bicho solto, violento e irracional, especialmente quando provocado e, mais tarde, sem o devido incentivo do contrário, gratuitamente.

Mas eu também sei que, quando esses mesmos sujeitos são severamente punidos ou criados num sistema educacional, social e familiar mais consistente, eles criam menos problemas coletivos. Por isso, eu achei excelente a conduta expositiva dos protetores de animais de Manaus, que filmaram e ecoaram aos gritos, num aeroporto cheio, que ali tinha um assassino covarde de animais tentando fugir.
A alma foi lavada? Não, porque uma cadela faleceu. Porque outros ficaram feridos e porque eu tenho certeza de que ele fez mais vezes e não se arrependeu. E talvez, por sua pele branca, ainda seja solto e tenha uma não merecida boa vida.
Mas que sirva de lição para os calhordas escondidos, que passam com seus carros por cima de tudo e todos. Que sirva para quem não respeita criança, que maltrata idoso. Que sirva para alguma coisa boa, toda e qualquer energia ruim lançada sobre esses inumanos.





