A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio BA) acompanhou com preocupação os desdobramentos do anúncio do Governo Norte-Americano referente ao aumento de uma taxa adicional de 50% sobre os produtos importados Brasil. O novo imposto está previsto para entrar em vigor no próximo dia 1º de agosto.
Segundo Guilherme Dietze, consultor econômico do Sistema Comércio BA, “Do ponto de vista econômico, a medida revela-se incompreensível, considerando o histórico de desequilíbrio nas relações de troca, tradicionalmente favoráveis aos Estados Unidos, que exportam mais ao Brasil do que importam. Essa distorção de fundamentos cria entraves às negociações, uma vez que não se observa uma condição clara a ser debatida numa mesa de negócios”, relatou.
De acordo com o presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes, “É um equívoco permitir que interesses ideológicos se sobreponham às relações econômicas, sobretudo diante de um histórico de cooperação sólida e respeitosa entre os dois países. Caso a taxação adicional seja efetivada, produtos brasileiros, em especial commodities, poderão perder competitividade no mercado norte-americano. Isso poderá acarretar desinvestimentos e demissões em diversas regiões do país, incluindo a Bahia”, declarou.
A Fecomércio falou que a Bahia poderá sofrer impactos diretos nas exportações de cacau, derivados de petróleo e pneus, produtos que compõem parcela expressiva da pauta comercial baiana. Ademais, os efeitos da medida se estenderão a médio e longo prazo, pressionando preços e afetando toda a cadeia econômica, com consequente redução de renda e do poder de compra da população.
A Fecomércio BA espera que o bom-senso prevaleça e que a proposta de taxação seja revista, como resultado de um esforço diplomático assertivo por parte do Brasil, “Ainda há tempo, até o início de agosto, para que a diplomacia e os representantes comerciais de ambos os países busquem uma solução pragmática, desprovida de ideologias”, informou
Entendemos que, por trás dessa medida injustificada encontram-se micro, pequenas e médias empresas do Comércio de Bens, Serviços e Turismo da Bahia, que sofrerão impactos direta ou indiretamente, sem qualquer respaldo técnico ou econômico que justifique tal penalização.






