Mercosul e União Europeia firmam parceria que pode zerar tarifas e transformar a economia brasileira; saiba mais

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em janeiro, deve entrar em vigor até o final de 2026. A medida promete eliminar tarifas de até 95% sobre produtos exportados ao bloco europeu, com impacto direto na economia do mar, na indústria e no bolso dos brasileiros.

As negociações entre o Mercosul e a União Europeia começaram há 26 anos e resultaram no maior acordo comercial entre dois blocos econômicos, abrangendo um PIB combinado de US$ 22,4 trilhões e uma população de 718 milhões de pessoas.

O acordo ficou paralisado por anos devido a disputas agrícolas, barreiras ambientais e resistências políticas, sendo destravado apenas em 2024. Com a assinatura final em janeiro de 2026 e a rápida ratificação no Congresso Nacional e nos demais países do Mercosul, a expectativa é de abertura gradual de mercados, adoção de salvaguardas para setores sensíveis e redução de tarifas, impulsionando tanto a indústria quanto a agricultura.

De forma geral, a demanda europeia tende a tornar os produtos brasileiros mais competitivos, elevar a qualidade da oferta exportável e possibilitar maior diversificação da pauta agrícola destinada ao mercado europeu.

O Mercosul e a União Europeia reconhecem que os desafios do desenvolvimento sustentável devem ser enfrentados por todos, à luz das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, entre os países. O acordo estabelece compromissos colaborativos e equilibrados, conciliando comércio e desenvolvimento sustentável de forma efetiva.

Com base nas sólidas credenciais de sustentabilidade do Brasil, o acordo promove a integração das cadeias produtivas com foco na descarbonização da economia e estimula a concessão de tratamento favorecido ao comércio de produtos sustentáveis. A União Europeia também se compromete a oferecer um pacote inédito de cooperação para apoiar a implementação do acordo.

Para preservar os ganhos de acesso ao mercado europeu, o texto inova ao estabelecer um mecanismo de reequilíbrio de concessões. Dessa forma, o acordo oferece proteção aos exportadores, caso medidas internas da União Europeia comprometam o uso efetivo das vantagens negociadas.

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