Pacientes internados há seis meses em hospital na Bahia cobram Roberta Santana por hemodiálise: “queremos uma vaga”

Pacientes que estão internados no Hospital Geral Ernesto Simões Filho (HGESF), em Salvador, alegam que estão há seis meses na unidade à espera de uma vaga em uma clínica de hemodiálise. O hospital é vinculado à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), pasta gerida pela secretária Roberta Santana.

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Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a paciente Edilene Vasconcelos mostra a situação e denuncia o caso. Já em outro registro enviado ao Noticiário Baiano, os internos afirmam que Roberta Santana enviou uma nota “no privado” e rebatem a posição da dirigente da pasta.

De acordo com os denunciantes, a situação só piora dia após dia, já que, após mais de seis meses internados, o medo é adquirir uma bactéria no hospital.

“Doutora, não estamos aqui reivindicando assistência, estamos reivindicando uma vaga na clínica de hemodiálise, estamos bem assistidos, mas queremos uma vaga porque estamos propício a adquirir uma bactéria, infecções generalizadas”, rebateu Edilene em vídeo, a uma suposta nota encaminhada pela secretaria da saúde da Bahia, Roberta Santana.

Sem clínica

Ainda segundo os pacientes da unidade hospitalar que aguardam a transferência para uma clínica de hemodiálise, todos já receberam alta após diversos exames que diagnosticaram a necessidade do tratamento. No entanto, eles seguem aguardando apenas a disponibilidade de uma vaga.

“Estamos agora no aguardo da clínica, nós não temos mais pendências nenhuma para ficar aqui nesse hospital. O que a gente pode adquirir, com essa demora? Uma bactéria”, disse uma mulher que se encontra internada na unidade hospitalar à espera da vaga. 

Os pacientes relatam que, para retomar a rotina normalmente, precisam da clínica por parte da saúde do estado, mas, até o momento, não há definição. “Na clínica fazemos três sessões por semana e não existe a necessidade de ficar internado. Voltamos para casa e seguimos com nossa vida”, explicou.

A reportagem do Noticiário Baiano entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, mas, até o fechamento desta reportagem, não houve resposta.

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