Alunos do Centro Universitário FTC (UniFTC), instituição localizada em Salvador, estão indignados e denunciaram, nesta quinta-feira (26), uma suposta série de maus-tratos por parte de funcionários da unidade de ensino. Segundo os alunos que fazem parte do “Núcleo Lélia Gonzalez”, durante o período de provas, profissionais da instituição “perseguiam até o banheiro” os estudantes.
Confira os últimos destaques do dia
Eles também relataram o caso de uma gestante que não conseguiu ir ao banheiro porque os profissionais não permitiram. Por meio de um vídeo nas redes sociais, os alunos alegam ainda que as provas das disciplinas online foram “convertidas” para o formato presencial.
De acordo com a diretora de universidades privadas da União dos Estudantes da Bahia, Marília Souza, a situação é revoltante, já que, após mais de dois meses sem professor nas disciplinas, a instituição “cobra esse tipo de conteúdo na prova”. Segundo ela, a exigência dos alunos é ter uma educação de qualidade.
“O problema não é a modalidade, é como ela tem aplicado isso contra os estudantes. Lidamos com funcionários seguindo a gente até o banheiro para verificar se as cabines estavam realmente com apenas um estudante, lidamos com funcionários arrancando relógios de estudante, arrancando bonés da cabeça de estudantes”, disse.
A reportagem do Noticiário Baiano procurou o Centro Universitário FTC e, em nota, a instituição afirmou que tomou conhecimento do vídeo mencionado e já iniciou a apuração interna dos fatos, com envolvimento das áreas acadêmica, administrativa e jurídica.
Segue o trecho da nota:
“A instituição reforça que a aplicação de avaliações presenciais integra medidas voltadas à garantia da lisura e da qualidade dos processos avaliativos, em alinhamento às diretrizes educacionais vigentes, tendo sido previamente comunicada aos estudantes pelos canais institucionais. A UniFTC destaca que seus protocolos devem ser conduzidos com respeito e observância às condições adequadas para todos os estudantes.
Eventuais condutas inadequadas, se confirmadas, não estão alinhadas com os princípios institucionais e serão devidamente apuradas e tratadas com rigor.
A instituição reafirma seu compromisso com a qualidade da formação acadêmica e com o respeito à sua comunidade estudantil”, diz.





