A relação entre planos de saúde e os segurados tem sido cada vez mais conflitante no Brasil. A resistência das empresas que deveriam cuidar da saúde dos clientes em fazer o seu papel é cada vez mais latente, chegando ao ponto de desafiar a Justiça com descumprimento de decisões, o que acaba colocando vidas em risco.
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Um dos casos que chegaram ao NB envolve o Bradesco Saúde, velho conhecido da Agência Nacional de Saúde e da Justiça brasileira. A segurada APNS, que sofre de obesidade e precisa de entrega especializada que não pode ser realizada em domicílio, recebeu a visita de um preposto do plano, o que certamente uma coação.
Quem também sofre com o descaso do plano de saúde é a segurada do ISM inicial, de 67 anos, que denuncia ao Noticiário Baiano a prestação de serviço feita pela SulAmérica Saúde. Neste caso, o médico assistente determinou a internação terapêutica clínica do paciente em hospital especializado, com abordagem intensiva e equipe multiprofissional ininterrupta, mas o paciente também recebeu uma visita inoportuna na tentativa de causar a resistência ou mudança de procedimento.
O advogado Felipe Marcone, professor substituto de Direito Penal da UFBA, afirmou que uma atitude invasiva pode caracterizar crime e, deste modo, virar caso de polícia.
“Não estamos diante de um mero aborrecimento administrativo, mas de uma prática criminosa organizada. Ao enviar agentes à casa de pacientes para forçar a resistência de um tratamento médico mediante ameaça, podemos estar diante de diversos crimes, dentre eles, por exemplo, o crime de extorsão. O objetivo é claro: obter vantagem econômica indevida ao deixar de cuidar da saúde do seguro”, declarou.
Confira a explicação no vídeo e saiba como se prevenir e denunciar essas ações dos planos de saúde!






