Empresários do setor alimentício são alvos de operação contra sonegação milionária na Bahia

Empresários do setor de comércio varejista de alimentos foram alvos da Operação Ágora, deflagrada nesta quinta-feira (5), que tem como objetivo combater a prática de sonegação fiscal. Dois mandados de prisão foram cumpridos em Salvador, além de dez mandados de busca e apreensão em Alagoinhas. Em um dos casos, um empresário tentou fugir durante a ação, mas foi localizado e preso pouco tempo depois.

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De acordo com as investigações, comerciantes do setor varejista teriam sonegado mais de R$ 10 milhões em impostos (ICMS) ao Bahia

Segundo a apuração, o grupo estruturou um esquema  de sucessivas constituições e encerramentos simulados de pessoas jurídicas, todas explorando a mesma atividade econômica, com o objetivo de fraudar a fiscalização tributária, frustrar a cobrança de créditos tributários de ICMS e blindar o patrimônio.

As apurações da Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), do Ministério Público e da Polícia Civil, na Bahia, identificaram que o grupo  deixava de recolher aos cofres públicos, no prazo legal e de forma continuada, o ICMS declarado e se valia de diversas manobras para sonegar o tributo.

O grupo se valeu, ainda, de uma holding patrimonial criada após o ajuizamento das execuções fiscais, com a finalidade de blindar o patrimônio e dissimular a estrutura empresarial ilícita. 

Segundo a Força-Tarefa, a operação é fruto da intensificação das ações em face de fraudes tributárias e da prática de declarar o débito de ICMS e não repassar o imposto à Fazenda, de forma contumaz, o que configura crime contra a ordem tributária, e que muitas vezes serve apenas para dissimular fraudes ainda mais graves. 

A Força-Tarefa ressalta que estas práticas criminosas causam graves danos à coletividade, especialmente considerando que o imposto foi efetivamente pago pelos consumidores e não repassado aos cofres públicos, resultando em perda de receitas necessárias às políticas públicas e serviços essenciais para a população.

A operação contou com a participação de cinco promotores de Justiça, 14 Delegados de Polícia, 60 policiais do Necot/Draco, 10 servidores do Fisco Estadual, 10 servidores do MPBa, e 16 policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).

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