O júri para tratar do assassinato de Mãe Bernadete, ialorixá e líder quilombola, morta em 2023 na cidade de Simões Filho, que estava previsto para acontecer nesta terça-feira (24), no Fórum Ruy Barbosa, foi adiado para o dia 13 de abril.
Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a remarcação ocorreu por conta do pedido da nova defesa constituída dos réus Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos.
Segundo investigações, o motivo do crime foi motivado por um chefe do tráfico de drogas da região, após Mãe Bernadete mostrar oposição às ações cometidas pelo grupo criminoso. Arilson está preso preventivamente, enquanto Marílio segue foragido. Um terceiro denunciado, identificado como Sérgio Ferreira de Jesus, também deverá passar por júri. Ainda não há detalhes da data da audiência. Também não há determinação dos julgamentos de Ydney Carlos dos Santos de Jesus, Josevan Dionísio dos Santos e Carlos Conceição Santiago, que também estiveram envolvidos no caso.
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Em entrevista para a TV Bahia nesta terça, o advogado da família de Mãe Bernadete, Hédio Silva Jr, comentou sobre a situação e opinou não haver motivos para o adiantamento:
“Os advogados particulares que eles tinham constituídos nos autos renunciaram há meses. Para mim não faz nenhum sentido que o julgamento de hoje seja adiado”, disse.
Hélio também comentou existir provas necessárias para que a condenação dos suspeitos no crime sejam de pena máxima:
“Se o Estado não responde com firmeza a uma execução com 25 disparos de arma de fogo, duas armas, uma de uso restrito, uma senhora de 72 anos. Portanto, preciso que o judiciário dê uma resposta a altura e não tenho dúvida que os jurados, ao se defrontarem com as provas, a tendência é de condenação à pena máxima”, pontuou.





