O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixou a relatoria de investigações relativas ao Banco Master, nesta quinta-feira (12), após reunião dos ministros da Corte.
Em nota, o STF informou que o ministro, “considerados os altos interesses institucionais”, pediu que o tema fosse redistribuído para outro ministro relatar o caso.
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A decisão ocorre em meio ao avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal. Em nota oficial, o STF comunicou que o próprio ministro solicitou que o tema fosse redistribuído a um novo relator, fundamentando o pedido nos altos interesses institucionais do tribunal.
Apesar da mudança, os ministros ressaltaram que não há elementos para arguição de suspeição ou impedimento, reiterando apoio pessoal a Toffoli e validando todas as decisões tomadas por ele até o momento. A movimentação acontece após um relatório da Polícia Federal, enviado ao Supremo na última segunda-feira, apresentar menções ao magistrado extraídas de dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, levou o conteúdo dos achados aos colegas e encaminhou os documentos à Procuradoria-Geral da República para análise. Em sua defesa, Dias Toffoli divulgou uma nota esclarecendo que, embora possua participação societária na empresa Maridt, a gestão é realizada por seus parentes, o que é permitido pela Lei Orgânica da Magistratura, e negou categoricamente qualquer relação pessoal ou financeira com o controlador do Banco Master.
As apurações sobre supostas irregularidades na gestão da instituição e fraudes envolvendo a compra do banco pelo Banco de Brasília (BRB) tramitavam originalmente na Justiça Federal de Brasília, antes de serem remetidas ao STF em dezembro do ano passado. Durante o período em que esteve à frente do caso, Toffoli autorizou diligências importantes, incluindo operações de busca e apreensão em endereços ligados a familiares de Vorcaro e a prorrogação das investigações em janeiro.






