Doadores fantasmas? Campanha de Bolsonaro recebeu doações de pessoas mortas, diz TSE

Relatório da equipe de analistas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente, recebeu doações para a campanha de 2022 vindas de CPFs de pessoas que já tinham morrido. Esses casos são chamados de “doadores fantasmas”.

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O documento foi enviado ao ministro Antonio Carlos Ferreira, que é o relator do processo de prestação de contas da campanha de Bolsonaro.

Segundo os analistas, a chapa formada por Bolsonaro e o general Walter Souza Braga Netto precisa devolver R$ 94 mil ao Tesouro Nacional por causa de irregularidades nas receitas da campanha.

Parte dessas irregularidades envolve  R$ 6.476,99. Desse valor, R$ 6.132,00 vieram de um único CPF, que pertencia a Damião de Araújo Silva, já falecido. A situação cadastral desse CPF está registrada como “cancelada por óbito sem espólio” desde 2018.

As doações em nome de Damião aconteceram em sete dias seguidos, logo depois do primeiro turno das eleições de 2022. Foram cinco contribuições de R$ 1.022,00 cada , valor que faz referência ao número 22 do Partido Liberal, partido de Bolsonaro.

Os técnicos do TSE entraram em contato com familiares do falecido. O filho respondeu que o dinheiro saiu do patrimônio do espólio, como uma forma de homenagem ao pai, que era apoiador de Bolsonaro.

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