A população de baixa renda de Camaçari enfrenta uma situação revoltante diante da falta de assistência social por parte do programa habitacional da Secretaria da Habitação (Sehab) do município. Moradora do bairro Phoc III, Maykelli Monike, de 27 anos, teve sua casa derrubada em abril de 2022 e, desde então, aguarda uma solução por parte da Prefeitura de Camaçari. Passados três anos, a promessa de uma nova moradia ainda não foi cumprida.
Em entrevista à equipe do Noticiário Baiano, Maykelli contou que, à época, foi concedido um auxílio-aluguel. No entanto, o valor é insuficiente para custear a moradia, obrigando a arcar com parte das despesas do próprio bolso. Desde então, ela aguarda a entrega de uma casa própria por meio do programa “Minha Casa, Minha Vida”.
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“Eu moro de aluguel, no auxílio aluguel da prefeitura de Camaçari e aí eles não me dar posição nenhuma. O valor que eu pago na casa é bem mais do que eles me pagam. O dinheiro que eles me pagam só dar para pagar água e luz”, explicou.
Manifestação
Além de Maykelli Monike, outros moradores da Rua do Oceano enfrentam a mesma situação. Diante da falta de respostas do poder público, o grupo tem realizado protestos em frente à sede da Secretaria da Habitação (Sehab) de Camaçari. Na segunda-feira (26), os moradores promoveram mais uma manifestação em busca de justiça.
“Estamos cansados de lutar, de correr atrás e nada, nada de uma resposta. O povo de Camaçari está cansado”, disse Maykelli Monike em vídeo gravado durante o protesto.
Imagens divulgadas nas redes sociais da manifestação, realizada em frente à Secretaria da Habitação de Camaçari, mostram ainda um homem, não identificado, que teria tentado avançar com um veículo sobre os manifestantes, obrigando o grupo a correr para evitar um atropelamento.
Os moradores que tiveram suas casas demolidas e seguem lutando por moradia relataram à reportagem que a situação é revoltante e que tem “consumido os seus dias de vida”. Diante desse cenário, a população se pergunta: até quando vão viver de aluguel e sem acesso à casa própria?
A reportagem do Noticiário Baiano procurou a assessoria de comunicação da Prefeitura de Camaçari para esclarecimentos, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.
Veja o vídeo abaixo:






