Ronaldo Caiado, governador de Goiás, anunciou nesta terça-feira (27), em entrevista à rádio Novabrasil, em Goiânia, que pretende deixar o União Brasil nos próximos dias e se filiar a um novo partido, tendo em vista que tem pretensão de disputar as eleições presidenciais deste ano.
“Eu já informei o presidente do partido, o [Antônio] Rueda, o ACM Neto, que é meu amigo-irmão, e já disse que entendo a dificuldade do partido. Só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido pelo qual me candidatar”, disse Caiado.
De acordo com o gestor, a possibilidade vem sendo discutida “desde o período do Natal e do Ano Novo” e que não poderá esperar mais: “Irei até o fim. Estou em contato com outros partidos, e o entendimento é avançarmos para a campanha. Isso é algo a ser resolvido nos próximos dias”, declarou.
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Questionado se várias candidaturas da direita ajudariam Lula a se reeleger, Caiado discordou e citou como exemplo o último pleito presidencial do Chile.
No país sul-americano, dois candidatos da centro-direita uniram-se no 2º turno para apoiar José Antonio Kast (Partido Republicano, direita), que saiu vencedor sobre a comunista Jeannette Jara, candidata do governo.
“O que o Lula quer é 1 candidato só. Vamos ser realistas: é um governo sem escrúpulos e com a máquina toda montada para destruir 1 candidato apenas”, analisou.
“Imagine o nível de retaliação contra um candidato único durante 10 meses? Esse é um processo bruto com o PT no poder. Se tivermos 1 candidato só, ele terá dificuldade de caminhar de hoje até 4 de outubro. Se tivermos 3 ou 4, ele [Lula] vai atirar em todos, mas um tiro vai pegar na clavícula, o do outro vai pegar no braço. Não haverá nenhum tiro no coração durante o 1º turno. No 2º turno, aquele que atravessar será eleito”, acrescentou.
Um possível apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro foi pauta da conversa. Caiado avaliou que não ser o ponto de partida para sair vencedor: “Uma coisa é ele ser candidato; outra é indicar um candidato. São duas coisas distintas. Por mais prestígio que a pessoa tenha, não se consegue transferir 100% dos votos”, concluiu.






