Delegacia de Polícia investiga outras oito possíveis vítimas do “serial estuprador” Gabriel de Sá Campos , de 30 anos. O homem utilizava a sua posição de liderança em igreja para abusar de adolescentes na Igreja Batista Filadélfia, no Guará 2, em Brasília.
Segundo uma reportagem do Metropole, Gabriel é suspeito de ter abusado sexualmente de ao menos quatro adolescentes que frequentavam a Igreja. O “serial estrupador” utilizava sua posição de liderança no ministério dos adolescentes para ter acesso privilegiado às vítimas, explorando a confiança depositada pelas famílias para cometer os abusos de forma recorrente e premeditada contra jovens do sexo masculino.
A gravidade do caso se amplia com a identificação de, pelo menos, oito outras possíveis vítimas. Os adolescentes ainda estão em processo de oitiva pela equipe de investigação, o que pode elevar o número de crimes apurados.
De acrdo com o Metropole, o ex-líder religioso está preso temporariamente desde a última sexta-feira (19) por suspeita de estupro de vulnerável.
Até o momento, a Polícia Civil do DF identificou quatro vítimas do integrante da igreja. Os relatos revelam um padrão de violência precoce: abusos contra vítimas do sexo masculino, iniciados aos 10 e 12 anos em dois casos; um adolescente, alvo dos 13 aos 17 anos; e uma quarta vítima, aos 16.
Modus operandi
A operação, coordenada pelo delegado Herbert Léda, revelou um padrão sistemático de crimes que se estendeu por pelo menos seis anos dentro da instituição religiosa.
O modus operandi empregado pelo investigado demonstrou requintes de manipulação psicológica e planejamento meticuloso. Gabriel utilizava sua função como instrutor de um curso de “integridade sexual” oferecido pela igreja para adolescentes e obteve informações íntimas sobre as vulnerabilidades emocionais dos menores.
Um dos abusos sexuais teria acontecido nas dependências da igreja, em uma festa do pijama sob responsabilidade do suspeito.
As denúncias apontam que o então membro da congregação também chamava as vítimas para assistir a filmes na casa dele como pretexto para cometer os crimes sexuais.
De acordo com relatos, ele acariciava as partes íntimas das crianças, que se incomodavam e pediam para parar, porém ele continuava fazendo insistentemente. Para cessar as importunações, alguns rapazes se escondiam no banheiro ou pediam para os pais buscá-los.
Confira os últimos destaques do dia
As investigações ainda apontam que as vítimas não teriam sido concomitantes. O suspeito criava laços com um dos adolescentes-alvos até cometer os abusos. Depois que o menor se afastava, o ex-líder se aproximava de outro jovem.






