Funcionários da Petrobras anunciaram, nesta quarta-feira (10), que, a partir da madrugada da próxima segunda-feira (15), se iniciará uma greve na estatal.
A decisão ocorre por conta do fracasso das negociações entre a companhia e a Federação única dos Petroleiros (FUP), que representa a categoria. Durante as tratativas, a contraproposta feita pela Petrobras para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) foi visto como “insuficiente”.
Durante as conversas, foi pautado uma solução para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, que, atualmente, afeta a renda de aposentados e pensionistas.
Confira os principais destaques do dia!
O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, comentou a respeito das negociações: “Se a empresa não levar em consideração os três eixos aprovados pela categoria, não temos por que submeter essa contraproposta às assembleias”.
Deyvid também classificou como inaceitável a discussão que se arrasta: “É inadmissível que, após quase três anos de debates e de negociação com a FUP e as demais entidades que integram o Fórum em Defesa dos Participantes da Petros, a Petrobras não tenha formalizado até hoje o seu posicionamento em relação ao fim dos PEDs, apresentando uma proposta que resolva de uma vez por todas esse problema. Estamos falando de uma empresa cuja indústria é intensiva em capital, onde menos de 7% de suas despesas totais são com custos de pessoal. Não tem sentido algum no governo atual, a alta gestão da empresa, diante dos lucros bilionários construídos pelos trabalhadores e pelas trabalhadoras, desrespeitar a categoria como vem fazendo.”, declarou.
Em nota enviada ao Noticiário Baiano, a Petrobras afirmou que a empresa está em negociações de seu Acordo Coletivo de Trabalho e tem participado regularmente de reuniões com as federações sindicais para discutir sua proposta e a pauta reivindicatória.
Veja a nota na íntegra abaixo:
A Petrobras mantém um canal de diálogo permanente com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas promovidas. Neste momento, a empresa está em negociações de seu Acordo Coletivo de Trabalho e tem participado regularmente de reuniões com as federações sindicais para discutir sua proposta e a pauta reivindicatória.
A companhia apresentou, nesta terça-feira (09/12), uma nova proposta que contempla avanços para a categoria e espera concluir o novo acordo na mesa de negociações com as entidades sindicais.
A Petrobras respeita o direito de manifestação dos empregados e, em caso de necessidade, adotará medidas de contingência para a continuidade de suas atividades.






