O Governo Federal resolveu prorrogar o prazo para os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contestarem os descontos indevidos feitos por entidades e associações.
A data final para registrar a reclamação está prevista para esta sexta-feira (14). Mas esse limite deverá ser estendido, segundo fontes. A ideia em discussão é que os beneficiários tenham mais 90 dias para fazer o registro.
Esses descontos estão no centro do escândalo que desviou bilhões de reais de aposentados e pensionistas no país.
Confira os principais destaques do dia!
Segundo o balanço mais recente feito pelo INSS, mais de 6 milhões de beneficiários afirmaram não ter reconhecido descontos feitos nos últimos anos – o que reduziu o valor que receberam de aposentadorias e pensões.
Em alguns casos, as entidades apresentaram documentos para tentar comprovar a veracidade da autorização para os descontos. Ou seja, negam a irregularidade.
Segundo o G1, mais de 4,8 milhões desses beneficiários que contestaram as cobranças (4.827.832 pessoas) estão aptos a aderir ao programa de devolução do dinheiro.
Só que nem todos já pediram o ressarcimento. Até agora, 3,7 milhões (3.737.708 de pessoas) fizeram a adesão. Isso representa 77,4% do total de beneficiários que podem aderir ao acordo de devolução.
O prazo a ser prorrogado, portanto, é a primeira etapa para entrar no programa de ressarcimento das cobranças indevidas em aposentadorias e pensões.
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A contestação de descontos que foram feitos nos pagamentos pode ser realizada por três canais:
- Meu INSS (aplicativo ou site): serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas”;
- Central 135: ligação gratuita, de segunda a sábado, das 7h às 22h;
- Correios: mais de 5 mil agências oferecem atendimento assistido e gratuito.
Até agora, foram devolvidos R$ 2,5 bilhões de reais a praticamente todos os 3,7 milhões de aposentados e pensionistas que fizeram a adesão ao programa de ressarcimento.






