A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu arquivar uma denúncia contra o ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, por supostas irregularidades em repasses da pasta para o município de Imperatriz, segunda maior cidade do Maranhão.
De acordo com o O Globo, o ex-ministro alegou que a pasta havia feito o repasse de R$ 2,2 milhões para “reestruturação da rede de cuidados de urgência e emergência pediátrica”, por conta de um incêndio que atingiu o Hospital Municipal de Pediatria, conhecido como Socorrinho, em março de 2019. A Prefeitura de Imperatriz chegou a declarar situação de emergência por conta dos danos causados pelas chamas à estrutura e o impacto do caso no funcionamento da rede.
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Em 2020, o então deputado Hildo Rocha (MDB-MA), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusou o ex-ministro de estar envolvido em um esquema de desvio de dinheiro para beneficiar o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos. A acusação aconteceu no momento em que Mandetta e o ex-presidente estavam em conflito por conta de como o governo federal deveria lidar com a pandemia do coronavírus. Os desentendimentos levaram à demissão de Mandetta do comando do ministério.
Na avaliação do conselheiro Bruno Lemos, os elementos disponíveis no caso indicam para um episódio emergencial, enquanto a denúncia apresentada pelo deputado não tinham “lastro probatório” que indicassem falhas na gestão administrativa.
Com isso, o conselheiro votou pelo arquivamento da denúncia pela ausência de indícios de conduta incompatível com os padrões éticos.






